lunes, 10 de abril de 2017

Sem abrigo… debaixo de uma Arcada.


Abandonado à sorte dos sem lugares.
Caminhantes deitado nalguma esquina irás encontrar.
Oferecendo poesia.
Totalmente imaturo, como uma fruta a que nunca se lhe chegara o tempo.
Arrogante, despercebido, inalcançável, secreto.
Nem a tua poesia, nem a tua arte, nem as tuas palavras picantes te irão devolver o ar.
Um domingo como outros onde o sol, detrás da grade já não sai.
Nem o verde do relvado, nem o calor da comida, nem as palavras de um irmão.
Treme o solo. E tu lates solitariamente.
Debaixo de uma arcada de histórias de centenário.
Cheirando a fogo, sabendo a tabaco e mate azedo.
Olhando as árvores perdendo a folha. Feridas pelo outono mitigante.

Passa o tempo e segues sozinho, deitado na rua.
O sol sempre sai. Sentes estimular-te, atravessa nuvens e outras sombras, golpeia-te junto com o vento.

E tu continuas deitado na rua.

Observas o cortejo do tempo a passar na tua pele. Filtrando feridas do que te corrói  verdadeiramente por dentro.

Uma pergunta

Uma inquietude e não poder aceitar-te como um ser livre, deitado, e sozinho na rua.
O fogo apaga-se, e já em ti não há sabores nem saberes. Não mais da tua poesia na rua.
Elevas-te ligeiramente no ar. Leviano, nu, sem roupas nem penas, imitando uma ave.

Atravessas as nuvens, e o vês grande e brilhante
Um astro que soube acompanhar-te, que te ofereceu calor, apoio e companhia distante.



E na terra, debaixo de uma arcada o teu corpo e a tua morte anunciada, ignorada.
Nem mais poesias, nem mais passos, nem mais saberes,

Nem mais fogos.

Fronteiras Atrás



E com o seu coração cheio de areia voltou a cruzar a fronteira que separava dela.
Uma fronteira física, geográfica, alcançável
No meio da ponte soltou uma lagrima cristalina que voltou a encher o leito do seco rio.
O sol castigava-o com a sua incipiente energia.
Castigo físico pela sua cobardia.

Fugir, não buscar, encontrar.


Dor por não saber quem se é nem onde se vai.
O sol cobria-se de nuvens e uma fresca brisa de planalto acariciava a sua pele.
Refrescava-o, limpava o seu corpo dos suplícios do amor, do não sei quê.
Sentiu a sua alma elevar-se. Sentiu como se purificava, sentiu que o seu sangue voltava a correr por toda a sua essência física.

Já não temia.
Presenteou-se com contemplar o céu e se preparou para o que o esperava.
Busco em sonhos respostas. Analisou-se, indago seus desempenhos na vida.
Transformou-se em sombra solitária prostrada num banco vazio no qual só as crinaças o convidavam um pouco ao seu sorriso por algo de magia.
Voltou a buscar respostas nos astros. Abraçaram-no as montanhas e no lugar apareceram milhares de rostros.

Vais longe buscar “um não sei quê” no céu. Buscas que te encontrem o destino, buscas o teu equilíbrio.
Afastas-te, esqueces-te dos rostros cálidos, mas assim sentes, escolhes ir latendo.
O céu começou a fechar-se em nuvens espessas cinzentas que trarão a chuva ao deserto de Uyuni.
As primeiras gotas , grossas duras, afiadas, te castigarão por todo o teu corpo.
Dor física, e o teu eterno sentir imortalizado numa página.

E quando todo o teu corpo empapado de vida sentiu convulsionar-se pelo frio da altura.
Buscas-te novamente sinais, nutriste-te do natural, disso que o céu te oferece.

E do teu coração triste cheio de areia, voltou a brotar algo no deserto, uma pequena semente, um segmento verde de vida e esperança.

Feriado Fechado

Feriado Fechado

Imagina-te que tão longe me arrasta esta realidade.
Que outra vez estou aqui, indo buscar-te
E todo treme por dentro
Porque ela não esperava que respondesse à sua chamada.

Hoje me voltará a sacudir o seu sorriso.
E me estremece de medo a minha fragilidade de amor e delicadeza.

A mim já me foram os anos e afligem-me na alma as penas
Atravesso paisagens de luzes, feriados de ruas desertas.


Anuncia-se o comboio a lugar algum, parando em todas.

Tudo rápido, mal feito.
Boas ideias,
Bem pensadas.
Mal rematadas.


Folhas amarelas, de tempo gasto.
Meu cabelo prateado de tempo acabado

(aperta-me o guardanapo)
Falta-me o ar, tenho lembranças e regressões sangrentas.

Adormecido o corpo.
Todo sedado.
Hipnotizado.
Anestesiado

Assim

Me entrego a ti
Frágil
Sensível
Nem tão jovem nem tão grande,
Nem muito mau, nem muito bom.

Humilde e impulsivo
Silencioso e fodido

Se eu não sou
Nem quero ser
Nem quero que me queiram

Pontitos alaranjados ANARKO amarelos no crepúsculo do céu de outono
E eu rompo meus pés de passos correndo a buscar-te.
O fumo enoja-me, turva-me o ser, mas anima-me

Esgotado e rendido
Chego à ultima estação do comboio, que a nenhum lugar me trouxe.

E sempre tu, aí, esperando.
A sonhar comigo.

Teu sorriso

Tão doces os teus olhos.

Não duvido e entrego-me por completo
Coração, corpo e momento.

Eterno o meu amor, numa caixa frágil dourada guardada.

Meu espirito manifesto
Minhas artes
Meus mais doces escritos e palavras
Toda a nossa história nas minhas retinas a tinta gravadas.

SOS a ultima paragem onde este ansiado comboio me leva.

SOS a primavera

Que pela primeira vez na minha vida
Agraciada no outono espera-me

SOS
A ultima estação e vou chegando
(subi ao primeiro vagão para caminhar menos e baixar mais rápido)
Coberto em tranquilos ponchos caminho em penumbras o mesmo cominho irreconhecível.
Irrecorrível
Todo o pulso frio de medo
Porque não sei que passe quando voltar a ver-te
Porque me afastei tan-to/ton-to/tão longe?
Na berma do meu pensamento, repousa como água à espera de afogar-se.
Uma pena que apena.
Tudo isto
É tão duro
Como para rápido superar-se

Deitado, borracho ao sol.




Borracho de pança ao sol,
Remoo recordações de ressaca, nessa praça quadrada.
Nessa vila sem tempo, sem ruas...
Num não-lugar, sem direcção...


O corpo cansado de mil passos descansa
O cabelo grisalho e o corpo gasto.


Os pés calosos, avançam lento, lento picado, passo seguro e rigoroso.
Cada dez passos um gole do TEU preparado místico da garrafa de plástico
Aquece mais, mais calor.... melhor.


Segurança no teu passo picado
Na tua roupa rasgada pelo uso e do tempo.
Na tua barba ou higiene, talvez pela loucura esquecida.


Pelos teus passos seguros de sonhos.
De ser livre em liberdade.
Talvez saudade ou excessos, hoje te fazem pensar.


Dormindo no teu sonho borracho
Profundo
De marés
De alegrias
Esperança, e velho passado pesado
Talvez to façam repensar


E já não queres despertar, nem voltar a tua realidade,
Para seguir extinguindo-te da memória de alguém
Que te convidou um saludo no caminho, em cada praça da vila Liberdade.


Meio dia, calor, pança pa riba, borrachin


Sob o sol eterno, hoje meu, dormirei uma sesta de sonhos


Desinteressado amor a tudo, menos à terra e ao caminho.
Ninguém te aguarda, ninguém te espera
Assim o quiseste tu.
Te tornaste uma estrela sem luz, rastro nem companhia


Deixarás o presente horrível, sem mais que bugigangas e um corpo imundo de porcaria.
Destroçado teu corpo de cicatrizes do tempo que te expulsou e terminou.


Só te ficou o sol borrachin bebadin
Esse comboio já não te leva.
E do teu corpo gasto a tua alma se eleva, levanta, desperta.
Directo ao céu, purgado.
Pois tirar por fome não é pecado.


Já não é um sonho risonho dos álcoois  mornos de poção


Imóvel como um poste ou busto em pose, teus olhos fechados
Nariz e bochechas vermelhas, tua barba crespa, loira, envolta em vinho.


Teu coração apagado
Teu existir terminado
Caducado teu tempo, em elevado silencio.
Sem nome, NN chamado
Sem portador de família, amigos, documentos nem irmãos.


Assim, se vai a tua existência..


E hoje só, minha vaga recordação em nostalgias recorda.
Ao sem abrigo de mil vilas, na praça
Ao sol, brilhante a sua pança.
Despreocupado e borracho do que amanhã aconteça.


A simplicidade de viver hoje e amanhã vejo

Deixou-me

jueves, 23 de marzo de 2017

Mates Terças no Lisboa!

Persegue-me a maldição das mais más espécies
Puta que o pariu

Que me carregue o diabo


Foda-se


Caralho

Outra vez perdi a minha “erva”
Que idiota!!! Sempre o mesmo
Sempre culpa minha

-Mas… sabes que mais?-

-Espero que a encontres-

Não… não~

Fico longe

Já não vou voltar
Já a dei por perdida

Que vá à merda
Tudo… tudo à merda
Que o vento leve ao teu ouvido este enxovalho que disparo ao ar

Perdi a minha erva caralho!!!!!!!!!!!!!!!!!

De novo perdi a minha erva!!!!!!!!!!!!!!!

-E sabes que mais…?-

Oxalá a encontres… os enroles e os queimes um em cada lugar…
Que fumes saboroso e grátis como nunca
E que te apanhe assim como a mim me apanha
Bem psicotóxico
Bem mambeado – bem tontinho
Oxalá que viajes… oxalá sintas como eu sinto a pele eriçar-se…
Oxalá te faça rir…
Oxalá chegues à tua mais reflexiva verdade de busca
Oxalá disfrutes do sol e tenhas óculos para que o sol não encandeie os teus olhos…

Oxalá que enroles um gigante… desses potentes… que te dêem a volta à cabeça…
E tussas com força… cuspindo todo um exorcismo em línguas do inferno…


Oxalá nesse momento estejas ouvindo música

Sim

…a tua música favorita no mundo

Oxalá te sintas tonto e tenhas de fechar os olhos e procurar encostar-te comodamente
Oxalá, que a meio do mambeio, voes tão longe que te ausentas da tua extasiada mente…

E num sussurro escutes a tua respiração e o som do teu coração
Ouves de novo como nunca escutaste…
E entendes.

COMPLETA-MENTE-IN-TO-XI-CADO 

 no chão,

Com a língua de fora, sorridente e coberto de baba branca…

Os teus batimentos acusam que ainda estás vivo, viajado e feliz

Oxalá fumes e ris com os teus amigos… um em minha honra… e agradeças ao teu deus anónimo
Bendita a tua sorte de encontrar o meu tesouro de gemas verdes –

Oxalá tudo isto o encontres num mau dia…
Nesse banco da rua Marquês da Silva, miradouro Penha de França no mais alto de Lisboa

E eu lixo-me nesta puta má sorte

jueves, 23 de febrero de 2017

Mate- martes en Lisboa



Me persigue la maldicion de las mas malas suertes
la re puta madre

que me lleve el demonio
fodas
carallho

outra vez perdi mi “yerba”
que pelotudo!!!! siempre lo mismo
siempre mi culpa

pero....sabes que?

Espero que la encuentres

no..noo
quedo lejos, 
ya no voy a volver
ya la di por perdida

que se valla a la mierda
todo...todo a la mierda
 que el viento lleve a tu oido esta putiada que disparo al aire

perdi mi yerba carallho

de nuievo perdi mi yerba

y sabes que...

ojala la encuentres.... los armes y  quemes uno en cada lugar ...
que fumes rico y gratis como nunca
y que te pegue asi como a mi me pega
bien psicotoxico
bien mambeadito-biem mareadito
ojala que viajes.......ojala sientas como yo siento la piel erisarce...
ojala te haga reir...
ojala llegues a tu mas reflexiva verdad de busqueda
ojala disfrutes del sol y tengas gafas para que el sol no encandile tus ojos...


ojala que armes un gigante...de esos potentes...que te vuelan la cabeza...
y tosas fuerte...escupiendo todo un exorcismo en lenguas del infierno....
ojala en ese momento estes escuchando musica...
si
...tu musica favorita en el mundo..
ojala te mares y tengas que cerras tus ojos y  buscar acostarte comodamente
ojala , que en medio del mambito, voles tan lejos que te ausentes de tu extaciada mente...

y en un susurro escuches tu respiracion y y el sonido de tu corazon..
ois de nuevo como nunca esuchaste...
 y entendes.

...
COMPLETA-MENTE-IN-TO-XI-CADO en el piso, con la lengua afuera , sonriente y cubierto de baba blanca.....


  tu latido acusa que aun estas vivo viajado y feliz

ojala fumes y rias con tus amigos...uno en mi honor... y agradescas a tu dios anonimo- bendita  tu suerte de encontrar mi tesoro de gemas verdes -

ojala todo eso lo encuentres en un mal dia..en ese banco de la rua marques da silva,  miradouro penha da frança en lo mas alto de lisboa


y yo que me cago en esta puta mala suerte



miércoles, 1 de febrero de 2017

Abraço para todas e todos!


...
..
.

una piedrita mas en el fondo....  pulida  por la fuerza del agua (la piedrita sos vos y la vida es el agua - JA!)
...
BIEN!....Fuerte...lleno de energía & confianza...
RABIOSO desarticulado...
 " FOSFORESCENTE" "FLASH-FLOR-RE-SIENTE"
loco cósmico explosivo
helado astral espásmico

caramelos brillantes estallando en  el fuego y en tu boca
llenando de colores , luces y gloria tu coraza......

un todo...endulzando saberes y sabores


-YO... CON MI AURA NARANJA....NACÍ...PARA CONTAGIAR ESPERANZA-

dale!
fortalece tu esencia en sustancia....
entre-cruza tus caminos con los míos...que yo te voy a "temperar" con palabras

dale!
que ya llegó yo como el viento invisible del invierno

dale! que ya me pierdo en el horizonte con las nubes cambiantes

...y antes de marcharme quiero dejarte este abrazo... 
y un poco de  mi calor  sembrado en tu pecho distante

mi ultimo abrazo/caricia ,  que arderá un tiempo hasta que te vuelva a ver

que crezcan los mares...que llegue la lluvia y las tormentas...
que llegue el frió & la  nieve -pero que no congele el momento-
....que llegue el calor y sigan pasando las estaciones....
que todo fluya y circule en este lapso cual trance...

"QUE FORTALEZCAS TU  ALMA & TU SER" (F.A)

EN CADA SACRIFICIO, UN NUEVO OBJETIVO CONSAGRADO

HEY HEY HEY! 
no te asustes, no te alarme , estoy bien... pero me llego el momento de aprender & crecer...

DAÑARSE & CURARSE SON PARTE DEL OPUESTO Y MISMO PROCESO

.....

QUE TE TIEMBLE EL CUERPO DE HAMBRE, DUDAS,MIEDO & CANSANCIO...ES MEJOR A NO DORMIR EN LAS NOCHES POR EL FRIÓ DE LOS SUEÑOS NO ALCANZADOS....

Que  mi cuerpo me eleve..que me arrastre...que me soporte..que me aguante 

ALLÍ PRONTO ESTARÉ PARA ABRAZARTE...

que los mares se llenen...que la distancia se acorte
que algo mágico me arrastre ,remonte &transporte a donde estas vos en este instante...
y si nada sucede,"muda" y no se puede..
me llevaran a vos estas palabras de tinta y recuerdo

y sabe que te quiero...que mi corazón siempre te abraza...
que nos ilumina el mismo cielo...
y aunque sea un cliché gastado y loco.

.sabélo..

..nos iluminó la misma luna llena del 11  de enero...
y que al otro lado del mundo..
-separados-
donde vos y yo estábamos ....

y por mas ridículo que parezca...

los miles de kilómetros & de distancia se volvieron nada...
en ese mismo instante...sin hora ni lugar..
.viajamos juntos de nuevo  y me sentí mucho mas cerca...



Abrazo para todas & todos





Abrazo para todas & todos







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